Minha porção Tio Patinhas
O segundo Pecado Capital: Avareza ( o que é )
Música da Semana: Corrida do Ouro
(Zé Rodrix)
Eu sou um contra-senso. Adoro comprar minhas coisinhas, mas detesto gastar dinheiro. Como é possível? Assim: me preocupo com os centavos; economizo aqui para gastar ali; só pago o que eu acho que é justo; e, principalmente, adoro um desconto.
Em detalhes:
Os centavos. Não posso ver uma moedinha que eu pego, mesmo que seja de um centavo. Um centavo junto com outro e mais outro e mais outro formam um real. Acho um desplante quando as caixas de lojas (especialmente Lojas Americanas e Casa & Vídeo) me perguntam se podem ficar me devendo um centavo. Não podem. Porque o reverso é mais que verdadeiro. Eu não poderia levar o que estou comprando se me faltasse um centavo. Fora que o centavo que elas ficam me devendo é lucro para as lojas que já são bem mais ricas que eu. E fico eu lá. Atrapalhando a fila, que já é longa, à espera do meu centavo.
Economizo aqui para gastar ali. Lembro da época em que eu tinha um celular da Claro e a Claro mudou seu sistema de faturamento. E as contas não vinham. E quando chegavam, chegavam com erro. E lá ia eu, horas no telefone, falando com duzentos atendentes, o setor de qualidade, os supervisores do setor de qualidade. E a conta era cancelada.
E, quando eu finalmente conseguia, eu virava para o Ric e dizia: “bom, eu consegui economizar R$ 100. Agora, tem aquele livro (ou perfume ou brinco ou creminho) que eu estou querendo, então eu vou comprar.”
Infelizmente, para mim, a Claro conseguiu se acertar lá com o sistema dela... Mas, o supermercado...
Compras de supermercado. Acho uma agonia. Eu olho preço por preço, marca por marca. Só não faço romaria entre vários supermercados porque a preguiça é maior. A “solução” encontrada foi o Extra que cobre os valores da concorrência no caixa. Então, ótimo. Lista no palm, compras no carrinho, chego no caixa (“Oi, Seu Paulo! Olha eu aqui de novo!”) e saco todos os encartes de outros supermercados que consegui juntar. Normalmente, consigo um desconto de 15% no total das minhas compras - e uma fila imensa atrás de mim.
Só pago o que é justo. Para não contar de novo a estória da saia que eu namorei por meses até entrar em liquidação, conto aqui a estória da sandália de salto alto. Precisei de uma porque as minhas já estavam todas velhas. Circulei a energia – quer dizer que doei minhas sandálias velhas – e fui ao shopping. Achei a sandália mais maravilhosa e confortável dos últimos 10 anos. Só que a loja queria que eu deixasse lá R$ 200. Outro desplante. Não vale. Primeiro porque eu sei que a sandália será pouco usada. Segundo porque eu sei que, se eu esperar, compro a sandália pela metade do preço. Problema um: preciso da sandália imediatamente para ir a um casamento. Problema dois: se eu comprar uma sandália agora, não terei a menor necessidade de ter outra quando as liquidações começarem. Vamos bater perna. E não é que achei outra sandália, tão maravilhosa e confortável, pela metade do preço???? Ainda é caro pagar R$ 100 por uma sandália? É. É justo? Bom, isso é bastante discutível. Para mim, foi o suficiente.
Os descontos. Ah, os descontos... Quer me ver feliz? Me dá um desconto. Febre de Shopping me deixa enlouquecida. Baixa temporada em hotéis? Quase orgásmico! E um tanto quanto pecaminoso, já que, além da avareza, vemos sinais de luxúria, preguiça e gula!
Eu bem ia continuar o texto mas, depois do parágrafo acima, acho que vou direto para o inferno.




19 comentários:
04 Junho, 2007 00:44
Meu bem, você não é avarenta, apenas tem bom senso em relação a dinheiro. É louvável mas, puxa, deixar de comprar a sandália? E se não conseguisse outra? Gostaria de ser assim, confesso. Sou mão aberta comigo e com os outros. Quando quero uma coisa, não vejo preço nem momento. Em compensação, apago a luz quando saio de um cômodo, uso timer na televisão e controlo direitinho o extrato bancário. Avareza certamente não é o meu pecado capital. Em compensação, fui, hoje, ao aniversário de um avarento, que só compra roupas no Saara, não sai de casa para não gastar, é seu próprio técnico de computador, pedreiro e bombeiro e só corta cabelo de 3 em 3 meses. Anda de bicicleta para não gastar gasolina. Parou de pagar o plano de saúde e utiliza o SUS. Mora em uma mansão, que, certamente, os filhos irão vender tão logo ele morra. Coitadinha da minha amiga, sua esposa...teve que se especializar em ladroagem e, hoje, é PHD em roubar os bolsos do marido.
04 Junho, 2007 03:29
Ai, ai...
Segundo a definição do dicionário a avareza é o apego excessivo ao dinheiro...
Acredito que seja avarenta sim... mas de uma maneira diferente. Sou gastadora! Você vai dizer: mas então você não é avarenta! Mas o dinheiro serve para comprar coisas. E eu sou estremamente apegada a coisas. Comprar, comprar, comprar! Sou o exemplo típico daquele ditado que diz que quanto mais a gente ganha mais a gente gasta! Agora não pense que eu gasto assim com as outras pessoas... adoro dar presentes, mas todos dentro de um pequeno e reduzido orçamento. Gosto de dar presente que tenham significado, e estes geralmente não são os mais caros. Isso qdo não presenteio os outros com coisas que eu mesma faço, já que trabalho com artesanatos. Agora quando é para mim... não meço valores. Claro que eu jamais pagaria mil reais por uma bolsa que não é nem de couro só pq pertence a uma marca famosa! Mas se eu tô precisando de uma bota, e a única que eu encontrei do modelo e cor que eu queria, que tivesse o meu número, for da Datelli e custar quase 300 reais, é bem possível que eu compre! Aliás, nada que homeopáticas parcelas não facilitem.
Qto aos descontos, admiro as pessoas que tem a cara dura e a lábia de barganhar, eu não consigo, fico com vergonha...
Ah, fora que eu ODEEEEIO emprestar qualquer coisa minha... sou extremamente possessiva com as minhas posses, se me permite a redundância.
Eu acredito que essa seja uma diferente maneira de ser avarento: ao invés de colecionar dinheiro, colecionar tudo aquilo que o dinheiro pode comprar.
04 Junho, 2007 08:29
Minha querida,adorei seu comentário sobre avareza,mas de coração não acho que é.Pensar,fazer pesquisa,ir aonde está mais barato,você é sensata,não é compulsiva.Voce lembra de uma novela onde tinha o Nono Correia,esse era um terror na sua avareza.
Adoro ler seus textos,um beijo.Deus te abençoe.
04 Junho, 2007 09:00
Hahahahaha!
Totalmente verdade. Você é exatamente assim...
Ontem rodei por algumas horas no shopping pra comprar o q precisava. Tudo pra escolher direito, avaliando cada um dos 1000 critérios que lembrei!
Depois de escolher o que valia mais a pena, entrei na rodada do choro. Adoro negociar... Economizei o suficiente pra sentar no bar essa semana e ficar só jogando conversa fora com os amigos. Isso é que é lucro!!!
Bjo
04 Junho, 2007 09:01
Ahhh Debora...sou como vc...pesquiso, comparo, penso dez vezes antes de comprar...programo minhas finanças, programo o que vou comprar...não ligo pra guardar dinheiro, mas ligo pra comprar bem, com qualidade e mais barato possivel...
Ah e nao deixo os centavos não...
04 Junho, 2007 10:03
Ih... Deb... desconto eh a perdicao da alma feminina (perde apenas para paixoes arrebatadoras!!!).
Risos
Um beijo
04 Junho, 2007 12:55
Meu nome é Lara.
Adorei o seu comentário.Também eu tenho o desprazer de conhecer alguns avarentos e suas pobres esposas PHD em assaltos a bolsos nas caladas da noite.Eu, na verdade não sou nada avarenta,com toda certeza teria comprado a sandália.Viria me arrepender,mais aíjá foi.....
04 Junho, 2007 16:12
Olá Deborah,
Eu gosto de seus textos, e hoje sobre a Avareza, o que escreveste é justamente seu jeito de ser.Não acho você uma avarenta extrema, mas sabe cuidar do seu rico dinheirinho. Eu, ao contrário, sou mais descuidada, não exijo os centavos, raramente pechincho, mas se gosto de uma coisa e o dinheiro não dá, não compro, mas sei administrar o salário que ganho e, todos os meses, eu coloco uma quantia na poupança seja qual for, e de vez em quando eu faço uma viagem pequena com o dinheiro poupado. Pobre coitado os avarentos não gozam a vida e quando se vão pro outro lado da vida deixam suas fortunas para alguém que num segundo gasta tudo. O dinheiro é um metal vil, muito bom para aqueles que sabem usá-lo com sabedoria.
Maria helena.
Bom Fim de semana minha amiga de coração.
04 Junho, 2007 18:30
Ser econômica não quer dizer ser avarenta, principalmente, quando se ganha pouco e tem que se fazer escolhas.Namorar um produto e esperar a hora certa para adquiri-lo, não é pecado, mas valorização.
Um grande abraço!
04 Junho, 2007 22:39
Deborah, achei o máximo seu texto desta semana. Você jamais irá pro inferno por escrever coisas tão úteis e engraçadas. Também não acho que vc seja avarenta, só responsável com o proprio dinheiro. Aprendi bastante com suas dicas de economia e vou colocá-las em prática oportunamente.
04 Junho, 2007 23:06
hahahaha
Deb, eu também adoro um desconto! Ganhar desconto é uma das coisas que me faz voltar na loja mais vezes. Mas não tenho muita paciência para ficar juntando folhetos de supermercado como você não...E acho que é totalmente justo a gente gastar o dinheiro economizado em um lugar comprando outro produto que a gente queira.. Afinal, é para isso que economizamos! Só não gosto do tumulto nas lojas em época de liquidação. Nem de peças com defeito. Se for para comprar peças defeituosas ou ter que me engalfinhar em lojas super lotadas para conseguir algo, eu prefiro pagar o preço normal, fora da liquidação. Aquelas filas quilométricas, que todos os anos aparecem nas lojas de eletrodomésticos, por exemplo, não enfrento nem morta. Prezo o conforto (e a qualidade) acima de tudo. O que não quer dizer que eu vá sair da loja sem pelo menos um descontinho...
05 Junho, 2007 16:52
Gosto muito de dinheiro, mas nao para ficar com ele e sim para que ele possa me dar tudo que quero e preciso. Guardo dinheiro, desde que tenha uma meta, um fim para ele, guardar por te-lo simplesmente, ou para usá-lo caso precise, nao é meu hábito, pode ser que um dia me arrependa..Guardo dinheiro com planejo uma viagem, ou quero comprar algo que sai do meu orçamento mensal..
Gosto de pedir descontos, pesquisar preços mas nao deixo de comprar alguma coisa que quero porque está caro..Só deixo se nao puder comprar..
06 Junho, 2007 16:19
ULtimamente fui chamado de avarento, e foi daí qe percebi qe realmente depois de um tempo contado moedas para ir a lan house...viciei. Mas sou do partido do equilibrio em que diz que tudo de mais é veneno.
"O mais rico dos homens é o poupador, o mais pobre o avarento"
(Chamfort)
06 Junho, 2007 17:02
Oi Deb, que saudade!
Quero te dizer que sempre leio os seus artigos semanais, mas é que ás vezes fico sem saber o que comentar, além da correria do dia-a-dia.
Um ... em relação ao que escreveu essa semana, queria ser assim como você. Quantas vezes perdi centavos que era direitos meus por timidez. Quantas vezes me arrependi de ter comprado uma roupa porque na outra loja estava mais barato e até melhor.
Sabe, fica uma lição aqui: que eu começe a deixar de preguiça e timidez. Ahhh, e isso que você têm não chamo de avareza não, mas sim de inteligência.
Bêjo!!!!
06 Junho, 2007 23:03
Deborah, como boa judia, mostrou q com dinheiro não se brinca. Qual o pecado nisso? Nenhum. Muito pelo contrário só vi virtude e bom-seno.
Se todos fossem iguais a vc o SPC não existiria.
Mas avareza é mais do q isso, aliás, não é isso. É pior. Define-se como a atitude de estar excessivamente apegado a alguma coisa, dominado por um medo despropositado de faltar, por uma neurótica sensação de escassez, que, segundo Freud, pode ter origem na infância, mais precisamente na "fase anal", onde a criança que retém suas fezes (pelo medo instintivo de perder nutrientes), pode tornar-se um adulto obcecado pelo acúmulo e retenção de bens.
Controvérsias à parte, como não entendo muito de psicanálise, e essa teoria me parece tão hipotética quanto esquisita, me limito a comentar de um ponto de vista religioso, afinal trata-se de um pecado. E como todo pecado, a avreza é uma perversão do desejo natural de "ter" para prover necessidades. Nesse caso,a perversão se dá pelo "ter" e não prover. Ter por ter.
Uma perversão q, aliada a soberba, gera uma constante insatisfação: a idéia de q precisamos ter mais, de q ter é o essencial, e para isso devemos cuidar para não perder.
Como um pecado capital, a avareza é a semente que gera a cobiça, mesquinhez, falcatrua, roubo, falta de generosidade. Q gera um materialismmo absurdo que doomina a alma desfocada (dyabulos) de sua essência, e que através da posse tenta compensar uma valor transcendente q se perdeu.
Na Bíblia, quem melhor personifica isso é Judas Iscariotes, o tesoureiro dos apóstolos.
É a ele q ironicamente, e talvez propositadamente, é confiada a bolsa de Jesus Cristo. A princípio devia parecer uma pessoa confiável e competente, mas não demorou muito para que seu zelo excessivo pelo dinheiro denunciasse um desvio de conduta, uma vileza de caráter,q teria consequências seriíssimas para o grupo. Quem não lembra do episódio onde Judas repreende a mulher q ungiu os pés de Cristo com um perfume caríssimo.
"Porque este desperdício de perfume? - diz Judas escandalizado - Ele poderia ser vendido por trezentos denários, e o dinheiro dividido entre os pobres!"
A primeira vista parecem palavras sensatas, todavia sabemos q essa indginação com o desperdício não estava fundamentada na caridade, mas na avareza e cobiça. Uma avareza q dias depois possuiria sua alma e o levaria a trair seu melhor amigo por 30 moedas de prata, que equivaliam a 120 dias de trabalho! Praticamente um terço do q a mulher pagou pelo perfume.
Judas perdeu-se por ter se encerrado obstinadamente no seu eu. Nada estava acima dos seus pensamentos egoístas, do materialismo, e semelhante atitude era já uma traição de si mesmo, da sua dignidade, q deixou de existir ao concretizar aquela venda infame.
O caminho da avareza foi opção de Judas. Ele teve todas as condições que os demais apóstolos e viveu debaixo das mesmas influências, porém nunca deixou de ser servo de suas posses, aliás, do desejo de possuir. São Paulo diz q a avareza é uma forma de idolatria devido a seu aspecto de servidão, pois tanto o idólatra como o ávaro servem mais as coisas criadas do q ao criador. O vareto por mais q tenha nunca é dono, é sempre escravo. E sofre o tormento trágico de Harpagon de Moliére, um homem obcecado por valores superficiais. Em uma caixa enterrada no jardim, além de suas das suas adoradas moedas, Harpagon sufocou tb todos os seus valores e princípios éticos. Não consegue enxergar a felicidade tão próxima dele no amor dos filhos e respeito dos amigos, parentes e empregados. Desconfia d todo mundo e por isso é uuma triste figura dominada pelo medo e por uma ambição vazia q o leva à solidão.
Harpagon é primo legítimo do Eurico, personagem do Ariano Suassuna, que desesperadamente vive escondendo um dinheiro q já não tem valor. E ambos são ta-ta-taranetos de Euclião, personagem cômica de Plauto, dramaturgo latino, q vende a filha em troca de uma penala cheia de moedas! Tempos depois, Dante jogaria Euclião no quarto círculo do inferno, onde todos os avarentos carregam pedras descomunais sobre as costas, como uma lembrança simbólica da pesada obsessão material q nutriram em vida.
Dante diz q são pessoas limitadas de espírito, cuja vida não tinha conteúdo suficiente, nem sentido. Por isso viviam em busca de bens materiais, em função do externo, como uma compensação à ausência de algo mais valioso em si mesmo.
07 Junho, 2007 22:40
Oi, menina Deb!
Você não é avarenta, você é a incarnação do Tio Patinhas!
Curiosos seus textos! simples, contando coisas da vida do dia-a-dia das pessoas banais como como você, como eu.
Interessante, sem dúvida!
Lhe desejo o maior sucesso, que aliás já está tendo mesmo, né?!
Saudações desde Lisboa, deste eterno estudante professor de Ginásio (como vocês falam aí)
09 Junho, 2007 00:47
Deb vc é uma figuraça!!!!
concordo com uma dessas pessoas
aqui em cima(não lembro qual)vc
não é avarenta, é sensata e controlada...totalmente o contrário de mim q sou um pouco impulsiva rsrsrsr.
beijos e saudades.
09 Junho, 2007 20:59
Debinha,
Não resistí, apesar da gripe fortíssima, e cá estou, nos ultimos dias da semana, para fazer parte desta lista de seus leitores.
Seu artigo está supimpa!
Ao lê-lo, tinha a impressão de estar escutando sua voz (que me é tão querida!) Gostaria, até, de ter um pouquinho do seu bom senso ou do seu sentido de valor do vil metal.. não consigo! Sou às vezes compradora compulsiva e , até perdulária! rs rs rs
Freud talvez explicasse.
Quero agradecer ao "Bibliotecário" pelo texto maravilhoso, uma verdadeira aula, um prazer de ser lido!
Espero que vc continue com os outros pecados que, com certeza, nos propiciarão mais momentos de prazer e lazer!
Tia Sarinha
11 Junho, 2007 10:14
Realmente vc tem bom senso, não creio que seja avarenta, se fosse, provavelmente andaria de chinelos para não gastar na sandalia...
Eu não consigo manter o foco nesse sentido...demoro seculos para ir atraz daquilo que quero (e talvez até preciso) mas não é pra não gastar não, é pura preguiça...ai finalmente saio, ando ando e ando, sou complicada em encontrar aquilo que quero, mas quando encontro...compro! até paro pra pensar depois (ou os outros me dizem) em como foi caro mas ai justifico dizendo a mim e aos outros que encontrar EXTAMENTE aquilo que você estava procurando NÃO TEM PREÇO!!!
Sou ruim tambem em pensar no amanhã...creio que o aqui é agora e vivo e que tenho que viver hoje...amanhã é outro dia.
Beijos.
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