O Príncipe Encantado no Século 21
Um Tema em Duas Visões
Música da Semana: Por Você
(Barão Vermelho)

A Visão da Mente
Quando tinha a seção Entre Mentes, recebi muitas perguntas dos meus leitores. E um tema apareceu várias vezes e de várias formas: “A mulher e seu companheiro ideal". Engraçado que todas se referem à mulher moderna. Não gosto disso, “mulher moderna”. Prefiro a mulher de hoje, até porque, por mais diferente que nossa vida seja agora, parece que nossas expectativas em relação ao companheiro ideal não mudaram muito.
Vá lá que muitas de nós já não acham que o homem tem que ser o único provedor, mas quantas de nós não gostariam que fosse? E quase afirmo que todas nós, sem exceção, continuamos querendo um parceiro. Alguém com quem podemos contar, no velho estilo de “na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza” sem o até que a morte nos separe, embora esperemos que sim.
Divorciar ficou fácil, casamento no papel já não é coisa imprescindível (para mim é, por motivos meus, mas não tenho preconceito), mas ninguém, em sã consciência, entra em um relacionamento sério pensando que daqui a pouco vai acabar. O investimento emocional em uma relação é alto demais para isso. E, se não for, pense bem, já que, provavelmente, não valerá a pena.
A gente continua olhando e querendo visualizar um bom pai. E inclusive com uma boa aparência porque imaginamos como nossos filhos serão, um dia, um misto dos dois. E percebemos o caráter, as atitudes e defeitos. E, se a paixão não nos cegar, conseguimos ter um vislumbre de se vai dar certo ou não a longo prazo.
Procuramos um parceiro com quem possamos interagir, social e culturalmente. Ainda queremos alguém que se importe conosco, que preste atenção aos detalhes e que nos diga coisas bonitas. “Procuramos”... Muito diferente de “encontramos”.
Continuamos a procurar e a nos decepcionar e a sofrer por amor ou por desamor. E a nos iludir, quando a paixão nos afoga, e acreditar em palavras soltas, em promessas vãs. Ainda não aprendemos a viver sozinhas apesar de nos declararmos independentes. A propósito, me tirem fora desta. Eu não sou independente. Em nenhum sentido. Tenho horror a perder meu marido, ou melhor: de meu marido perder a vida. Perder meu marido para outra mulher? Não considero bem como “perder”. Se isso acontecer... Já era hora do meu marido ir embora. Hei de me conformar, tenho fé.
Continuamos a ter ciúmes, a ser possessivas. O que é nosso não é para ser compartilhado. Mas aprendemos a nos valorizar? Aprendemos a acreditar em nós mesmas?
Ai, meu Deus, este texto está a própria Mente da Mulher: uma confusão só, cheio de contradições. Melhor parar por aqui...
Paul Mitchell
Por Lisavieta
Na semana passada, cometi um desses pecados femininos que deveriam ser prontamente perdoados: gastei dinheiro com produtos que supostamente nos farão mais bonitas, interessantes e (?) felizes. Num momento de fraqueza e de curiosidade, comprei um kit de produtos para os cabelos da marca Paul Mitchell – sobre quem nunca tinha ouvido falar, diga-se de passagem!!-, mas a vendedora me falou de tantas vantagens e mudanças que o meu cabelo teria, que, apos 10 minutos de forte lavagem cerebral (antes de testar a lavagem dos cabelos propriamente!) comprei os produtos.
Quando, em casa, dediquei alguns momentos para ver os produtos e ler seus benefícios e sua forma de uso, quase que desisto, pensando no tempo que eu ia ter que despender lavando, enxaguando, lavando novamente, condicionando, hidratando, cauterizando pontas duplas e, finalmente – se ainda sobrasse tempo – me penteando para retornar ao mundo dos mortais. Mas, é claro, resolvi me submeter a todo o processo e me tornar uma nova mulher!
Confesso que o cheirinho dos meus cabelos ficou uma delícia, mas, não sei se por toda a expectativa que criei em torno do produto, fiquei meio decepcionada por não ter ficado com aquele ar que fica a Andie McDowell nas propagandas de tintura de cabelo... Decidi então, resignada, continuar usando o produto, e cheguei até a esquecer a minha leve frustração.
Alguns dias depois, estava eu, sentada de manhã em um banquinho na calcada aguardando o ônibus que me levaria até o lugar onde estou estudando. Era uma manhã de quarta-feira. Manhã ensolarada, mas com um sol tímido que teima em não esquentar o dia nem nossos humores. Estava eu com os pensamentos distantes, ao som da Nina Simone, quando alguém me pede licença para me perguntar alguma coisa. Prontamente, desliguei o som – a minha Nina Simone detesta dividir atenções! - para saber do que se tratava. Era um rapaz que eu não conhecia, que havia sentado ao meu lado no banco, provavelmente para também esperar o ônibus. Com uma expressão completamente tranqüila – dessas expressões tranqüilas invejáveis! -, ele me pergunta se o ônibus 135 vai passar por ali. Eu, já chateada por ter sido interrompida para dar uma informação que estava escrita em uma placa há menos de 1 metro de mim, só fiz apontar para a placa e dizer um curto SIM. Foi então que ele me fez a segunda pergunta: "Você está indo para a escola XXX, não é?". E eu, meio surpresa, fiquei olhando para ele ainda sem responder. Ele, percebendo a minha reação, continuou: "É que eu também estudo lá, mas faço outro curso, cuja sala fica do outro lado, em frente ao lago. Mas eu já vi você. Várias vezes. Você é a menina que nos intervalos vai ouvir música sentada em um banquinho em frente ao lago. Eu sei porque todos os dias, na mesma hora, eu espero para ver você sentar, soltar seus cabelos e colocar seus fones para ouvir música e ficar contemplando o lago".
Nesse momento, parei e fiz uma daquelas expressões faciais que costumamos fazer quando não sabemos exatamente o que expressar. Imaginar que alguém pode estar nos observando, em nossas mais particulares, banais, singelas - e supostamente despercebidas - ações cotidianas me deu uma sensação de plenitude maior do que a máxima esperada pelos produtos do Paul Mitchel. E, realmente, é esse o grande resultado que uma mulher espera sempre... ser vista. Vistas como realmente somos, através de nossas pequenas diferenças. O rapaz que estava ali ao meu lado, e que nunca mais voltei a ver, conseguiu, sem saber e por uma fração de segundos, fazer-me sentir o que a maioria das mulheres espera de um companheiro: ser notada. Estar ao lado de alguém que as vê de uma forma singular, como mais ninguém - às vezes nem ela mesma - é capaz de se ver. Um homem que muitas vezes não se parece com aquele que foi por nós idealizado, que não precisa vir no cavalo branco nem ter todas as respostas e nos salvar sempre, mas um homem que é capaz de reconhecer as suas fraquezas, apesar de se fazer presente e estar pronto a segurar em nossas mãos quando se fizer necessário. Um homem capaz de ver além do que aparentemente existe para ser visto.
Desse dia em diante, todas as vezes que vou para a frente do lago escutar música, solto os cabelos de uma forma mais digna, como uma ação profundamente importante no meu dia. Mas esse resultado, claro, não foi previsto pelo Paul Mitchell ou pela Andy McDowell...




23 comentários:
16 Julho, 2007 00:03
Nossa, adorei essa idéia de colocar duas opiniões diferentes sobre o mesmo assunto... eu, como uma típica mulher solteira do século 21, concordei mais com a opinião da Lisavieta (que é uma magnífica escritora, você tem razão). Até porque eu já passei por essa experiência: a de sentir a plenitude de estar sendo observada em meus detalhes. Adorei!
Bjs, Lari!
16 Julho, 2007 02:15
Já comecei gostando da frase postada no informativo:
"Eu posso até ser A Mente da Mulher, mas não sou - definitivamente - a
única mulher com uma mente."
Ai,ai Deb o q seria de mim sem suas escritas semanais...mto bom tudo q vc escreveu, mas confesso q hj o q me encantou mesmo foi o texto da Lisavieta. Perfeito, me fez até "sonhar"...
beijos para as duas "musas"
16 Julho, 2007 06:14
O artigo desta semana está mesmo show! Parabéns às duas! A Lisa realmente escreve super bem!
Bj!
16 Julho, 2007 08:04
Olá Debby,
Parabéns ao belíssimo texto que sua mente visualisou nas mãos da já querida Lisavieta.
Apesar de casada há 43 anos, ainda sonho que a ida me dê a oportunidade de ser apreciada e amada. Nunca o fui. Casei por imposição de um pai que queria ver os filos o mais breve possível longe dele e da minha mãe, ue ele amava. Fui chantageada, pois era inocente nos meus 13 anos de vida, sendo que nove deles passados num internato de freiras cruéis. Não quero ser vítima, esta é a minhaa realidade.
Meu marido era alcoolatra, e já na lua de mel me deixou sozinha por tres dias, sem eu saber o que fazer devido à pouca idade e experiência. PÂNICO! Ele nunca me deu a palavra, nunca me ouviu , de nada vale minha opinião. Só a dele predomina. Quando viu que eu escrevia, proibiu, mas quando alardeei ao mundo que ele proibia, ele buscou alguém para que publicasse um pequeno livreto meu, e assim me senti desmoralizada.
Nunca consegui me separar, pois se ele percebe, tira-me as possibilidades. A quem eu recorri até agora, quando entram em contato com o "casal", julgam pelas atitudes dele na presença de estranhos que ele é ciumento, e me ama. Continuo lutando, agora frequento uma terapeuta de casais, que acho que está indo no caminho certo. Claro que todo este tempo vivendo assim, abalou minha saúde física e emocionalmente. Mas luto para que um dia, eu receba uma carta de alforria. Estou com 61 anos, mas ainda sonho em ser amada e compartilhar pensamentos, idéias, medos, enfim todas estas coisas que vejo nos outros casais.
Espero que torçam por mim, e desculpem-me se esse desabafo feriu os objetivos do tema tão lindo da MENTE DA MULHER.
Beijos
Mirse
16 Julho, 2007 08:36
Nossa Deborah... ainda bem que vc me fez sentir como uma mulher atual..Até entao eu me sentia como uma verdadeira amante a moda antiga. Adorei seu texto!!!
16 Julho, 2007 10:26
Olá... Debora, leio, sou frequentador há quase um ano! Ou um ano! Releio, curto este lindo blog, onde penetro constantemente na Mente da MULHER, por seu intermédio e textos, cronicas, muito bonito!
Gostaria de sabe se posso abrir um topic em meu Orkut - O CANTINHO DA MENTE DA MULHER -
Onde eu coloaria seu link, do blog e as metérias interessantes!
Link do Eduardo Duda Poeta Encantador
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5206807
eduardo_felipe@pop.com.br
Um forte abraço na esperança de vc autorizar!
Eduardo Duda
16 Julho, 2007 10:29
Deb, querida...
pegando carona no seu delicioso texto, me arrisco a dizer q sou daquelas mulheres q esperam pelo "amante a moda antiga, do tipo q ainda manda flores...".
(=
Mais uma vez parabens pelo texto e pelo tema, e obrigada pela prazeirosa (apesar de ter me dado aquele friozinho na barriga!!) oportunidade de escrever a quatro maos com vc!!!
Um beijo enorme
16 Julho, 2007 14:30
Olá...já gostei quando preferiu dizer a mulher de hoje ao invés de mulher moderna.Também quero um parceiro, embora seja totalmente independente, não quero ser.Quero um homem que me note e que seja capaz de reconhecer as minhas fraquezas e que esteja pronto a segurar em minhas mãos quando for necessário. E quero também me sentir a pessoa mais importante da vida deste homem e que ele seja capaz de renunciar a outras coisas para ficar comigo, como prova de seu amor.
Se ele existe não sei, se vou encontrá-lo também não sei. Tenho 44 anos e ainda não encontrei...
Será que estou pedindo muito????
Adoro ler os temas abordados aqui. Beijos, fique com Deus.
16 Julho, 2007 17:00
Olá Deborah
Bem pensado em você deixar para uma mulher solteira dar sua opinião.
E lógico uma solteira convicta neste século vinte e um, onde os conceitos mudaram muito é até difícil dizer o que a mulher espera de seu companheiro nos dias atuais. Gostei do que li em seu blog, a sra, de sessenta e um anos que sonha ainda com um príncipe encantado, lógico sem o cavalo branco. Resumindo a mulher ainda espera de seu companheiro.......
que ele a faça sentir-se mu-lher....
Maria helena.
16 Julho, 2007 17:36
Há muito tempo venho querendo lhe contar sobre uma mudança em minha vida. Não achava jeito, ficava sem graça, sei lá. Mas o tema de hoje abriu a porta para eu confidenciar que me descobri amada, de uma forma que, após 10 anos de convivência, eu nem em sonhos esperaria. Houve um motivo, claro, para este radical capricorniano afinal abrir o seu coração e, quase em desespero, falar de seus sentimentos. E mudou, Deb, como mudou! Tornou-se carinhoso, amante completo, companheiro e, o que é mais importante para mim, tornou-se meu cúmplice.
Não mais as disputas por qual dos egos era maior, não mais a displicência em atender a um pedido, não mais o "deixa-como-está-para-ver-como-é-que-fica".
Aos 65 anos, eu ÑÃO tenho um amante à moda antiga, porque o meu senso de liberdade não o permite. Eu tenho é um amante que procura me satisfazer passando, até, por cima de seus limites e que se deu ao direito de respeitar a minha individualidade, como sempre respeitei a dele.
Descobri um homem que não mais tem medo de ter seus sentimentos feridos, que, enfim, aprendeu a confiar na compreensão e no companheirismo de sua mulher.
Não estou apaixonada por ele e nem ele precisa saber disso. O que ele tem e deve saber é que ele me ensinou o que eu nunca aprendi: a amar.
Bjos, Rosinha
16 Julho, 2007 18:17
Oi Deb.
Também odeio essa coisa de "mulher independente", isso não existe. Lógico que a coisa de que o homem é melhor que a mulher também é um fracasso.
Amores a moda antiga, porque eles não voltam?
Flores, sonho de valsa, perfume, ahhh tudo isso é bom demais.
O texto da Lisavieta é espetacular. Ser "notada" eis o segredo feminino, porém, esse "notar" tem que ter os seus jeitinhos também.
Enfim, as coisas não mudarão mesmo, tudo o que o ser humano deseja é amar corretamente - como é eu não sei, mas não me esqueço nunca da diferença que você me deu de "paixão" e "amor" lembra?
Valeu
beijos sempre de saudades
Falando em saudades, Deb você gosta de saudade? Saudade e solidão, qual a diferença? Saudade é bom? Enfim, odeio despedidas.
16 Julho, 2007 20:10
Nossa!! Há algum tempo "frequento" A Mente, mas nem sempre comento...desta vez não pude deixar de fazê-lo. Não sei se o momento que vivo "influenciou" (divorciada há três anos, tentando não sofrer demais com um relacionamento que teima em fazer o contrário...rsss...tentando me achar e saber a razão das coisas...rsss)mas confesso que qdo li o texto da Lisa me deu um UP que há muito espero. VIXE!!
Estão todas de parabéns!!!
17 Julho, 2007 11:10
Meu Deus!
Amei os dois textos...
Deborah, eu me sinto como voce...sou solteira ainda, é verdade, mas quero um companheiro do meu lado...com seus defeitos, tudo bem, mas que me ame muito....e que seja mesmo pra alegra e pra tristeza (não que deva durar pra sempre, mas que se entre na relação com esse intuito)...Amei!
Lisavieta, eu fiquei emocionada por voce...rsrsrsrsrs...eu senti umna sensação tão boa com seu texto...e é como vc disse, é muito bom vc ser notada, nos mais simples gestos e desapegada a agradar alguem, afinal, ali, era apenas voce, nao seguindo nenhuma convenção... era so VOCE!
Muito bom.... a cada dia que passa eu gosto mais de ler esse blog.
Deborah! cuidado...esse blog tem uma coisa que vicia, viu? Se a pessoa começar a ler, não vai deixar de ler em nenhuma semana...rsrsrsrsrs
Beijos.
17 Julho, 2007 14:12
Ah, as mulheres de hoje e de sempre !!!
“ Solfejam sobre o INATINGÍVEL, se frustram com o POSSÍVEL e muitas e muitas e muitas vezes se acomodam ao INACEITÁVEL !!!!. "
18 Julho, 2007 10:58
É Debinha, pensando no que vc iria nos dar como novo tema após 7 Pecados, eis que vc nos surpeende com este tema qe parece tirado de uma Caixinha de Pandora!
Como vc, não posso nem pensar na perda do "meu amor", e com isto quero mandar uma mensagem de esperança, em especial paa a Mirsemaria:
Não perca as esperanças - este homem idealizado por nós (não o príncipe montado num cavalo branco) , existe,SIM !
Também eu,após anos de sofrimento, encontrei o amor da minha vida, o homem com quem eu sempre havia sonhado e não a creditava que iria encontrar!
Sonhem meninas de todas as
idades. Vale a pena!
Tia Sarinha
18 Julho, 2007 13:19
Bom esse tema é bastante comentado por mulheres de todas as idades. O homem ideal o que esperar deles?bom depende do gosto da mulher como exemplo:algumas querem que eles sejam românticosaquele que manda flores, bombons, ou seja, aquele que presenteia a mulher o tempo todo. Bom mais tem umas qualidades do homem que nós queremos que tenham em todos sem nenhuma exceção que são elas: ser sincero, companheiro, fiel, verdadeiro, carinhoso, inteligente e etc...
As mulheres elas ñ gostam de homens muito grudentos e intrometidos (aqueles homens que querem mandar nas mulheres e querem saber todos os passos que nós damos, ou seja, aqueles que querem saber a onde vc foi a que horas, falou com quem essas coisas) e uma outra coisa que em um homem e em uma mulher também ñ é bom é o ciúme isso só atrapalha a relação. Bom é isso que eu penso, quero e espero que os homens sejam, eles tem que ser um pouco romântico sim. Adorei o assunto espero que tenha comentado um pouco do que vcs esperam ok?.
jamille
21 Julho, 2007 14:06
Achei lindo, arrojado e profundo. De enorme beleza e sensibilidade. Continue, continue sempre!
21 Julho, 2007 14:08
Sim, uma mulher é tudo isso. capaz de, por amor ir até ao infinito. Bem haja por saber dizê-lo com tanta beleza.
21 Julho, 2007 20:51
Oi Deborah
Batendo o ponto!!!
Então o duplo-texto desta semana ficou bastante interessante. A parceria se repete em grande estilo, e para quem não viu o texto do Fábio Jr. em que a dupla dinâmica inicia suas peripécias a quatro mãos vale a pena ver de novo. Muito divertido.
Achei engraçado o texto, me remeteu a algo que andava pensando em comentar na comunidade mais ainda não tinha tido oportunidade. Numa visão ampla parece que tudo está mudando muito rápido, globalização, milhões de informações em segundos na internet, mas quando observado de perto, o ser humano continua com as mesmas aflições, contradições e problemas de épocas remotas. Parece que as dúvidas são e serão as mesmas.
Quanto ao assunto dessa semana, acho que vou por uma vertente não muito abordada pelos comentários aqui. A idealização das situações, das pessoas e do mundo de maneira geral, pode nos transformar em pessoas alienadas, mimadas, infantis e trazer enormes tristezas. É preciso buscar os sonhos com consciência e, saber que neste caminho haverá muitas pedras e quedas. É necessário também, se libertar desses amarras amaldiçoadas que a sociedade muitas vezes nos impõe e que não nos deixam olhar além do horizonte e ver que há outras possibilidades infinitas e que nem sempre o que será ideal para mim será para o outro. É preciso reconher que a imperfeição e a diferença também tem seu charme.
Acho que o ser humano, (homem e mulher) ainda idealiza excessivamente o companheiro ideal e dificilmente enxerga que a opção por ter alguém ao seu lado implica em conviver com limitações emocionais, fraquezas e erros.
21 Julho, 2007 22:43
Adorei o post!
Realmente, por mais modernas e independentes que sejamos, estamos sempre em busca da nossa alma gêmea. Mesmo sabendo que a vida não é um filme, e que os relacionamentos nunca são perfeitos, esperamos um príncipe montado no cavalo branco. E é aí que começam os problemas.
Valeu pela visita no Na TV, pode deixar que sempre que aparecerem joguinhos musicais postaremos por lá!
Abraço
22 Julho, 2007 19:58
Como sempre Você acerta. Somos mulheres atuais`. É assim que eu me sinto. Uma mulher atual. Sou casada há 23anos e ainda fico emocionada quando ganho uma caixa de chocolates ou flores. Se for notada então... é o maximo. Meu marido disse que sou uma eterna apaixonada.E sou mesmo... Apaixonadapor ele, por meus filhos por mim mesma e principalmente pela vida...
25 Julho, 2007 12:46
Excelente!!
Adorei seu texto!
É impressionante como nós, mulheres, queremos apenas ser notadas e tratadas com carinho....
Poxa, será que isso é pedir muito? rs*
Bjos!
05 Agosto, 2007 18:43
Ah! O príncipe encantado!Com ouvi histórias lindas!Que bom seria se ele existisse! Fomos vítimas do complexo de Cinderela.Na verdade acredito no amor, na luta de uma relação bem construída.Mas que lá no fundinho a gente espera sempre que um dia o príncipe nos desperte, lá isto é verdade.Lisa soube expressar, com muita sensibilidade, o grande mistério da mulher: ela quer ser adivinhada!E pobres dos homens que não tiverem imaginação! rsrsr Beijos Cinderelas, beijos Príncipes adormecidos!Parabéns ,Deborah, por sua generosidade ao se expor e dividir este espaço conosco!
Postar um comentário