O Sol dos Trópicos

Música da Semana: O Sol dos Trópicos
(Gilbert Montagné)

(Veja aqui a tradução da letra)
Como contei anteriormente, perdi a vontade de viajar. Principalmente, viagens longas e que incluam avião. Só que ainda preciso de férias. Agora, mais do que nunca. De preferência, férias bem relaxantes, sem nenhuma preocupação. Encontramos a solução há alguns anos, seguindo a sugestão de uma conhecida: Club Med. Tudo em um lugar só e por um preço acessível se você puder viajar em baixíssima temporada. E, ainda por cima, bem perto de casa: somente uma hora de carro da minha casa até Mangaratiba. E o celular pega e não pago roaming. E, se eu precisar, tenho internet. Custa uma fortuna - o que não deixa de ser bom, já que eu estou lá para descansar e não para trabalhar.
A primeira vez que fomos ao Club Med, escolhemos o Village de Itaparica. Ainda não era a opção ideal, apesar de tudo de bom que curtimos por lá. Tinha a espera no aeroporto, as três horas de vôo daqui para Salvador, uma viagem de van de meia hora até o cais, uma viagem de barca de uma hora e meia e mais outra meia hora do cais de Itaparica até o Village. Fico cansada só de lembrar. E o pior: nossa máquina fotográfica deu pau ainda na barca e não temos uma foto sequer daquela semana fantástica.
Foi lá que deixei minha vergonha de lado e fui aprender a jogar tênis. Eu e mais uns 15 que nunca tinham pego em uma raquete. Minhas bolas não chegavam na rede e o coro de “precisa de Nescau” era, no mínimo hilário. Nunca pensei que pudesse me divertir tanto fazendo exercício. Marcelo, o G.O. do tênis, tentando me incentivar, disse que eu precisava liberar minha raiva. Ganhou um copo de água gelada na cabeça. Garrido, o outro G.O. do tênis, ainda mantém contato conosco até hoje, pelo Orkut. Ainda não conseguimos marcar uma partidinha para ele ver com os próprios olhos que, agora, minha bola atravessa a quadra, saindo pelo fundo, muitas vezes.
Depois daquela primeira vez, mudamos de Village. Itaparica por Mangaratiba. Além da vantagem da distância, Mangaratiba, como aqueles que acompanham esse blog já sabem, foi onde eu cresci. É muito bom poder sentar na praia e ficar vendo a “minha” ilha. Pena que, algumas vezes, tantos navios cargueiros enfeiem a paisagem...
Conheci por lá pessoas muito especiais. Ganhei até uma "filha", a Biazinha. E alguns leitores. Pena que a maioria dos G.O.s que conheci no ano anterior já não esteja no Club quando eu volto, mesmo sendo apenas 1 ano depois.
Nossa primeira ida ao Village Rio das Pedras foi na mesma época da novela “O Clone”. Coincidentemente, o chefe do Village era um marroquino chamado Said. Podem acreditar em mim. O homem era tudo de bom: beleza, simpatia, acessibilidade. E um excelente comediante, que participava ativamente dos shows noturnos para os hóspedes. Infelizmente, Said não está mais conosco. Logo depois, ele foi transferido para a Bahia, para inaugurar o Village de Trancoso. Em uma de suas viagens entre Itaparica e Trancoso, seu avião caiu. Vi pela TV, no Jornal Hoje, e não acreditei. Sinto falta dele até hoje. Ainda não conheci outro chefe de Village igual. Mas, conheci um, o Daniel - em maio deste ano (vocês nem sentiram a minha falta, né?) - que tenho certeza que vai chegar lá.
Passo o ano sonhando com o que vou fazer quando chegar lá. Principalmente com o que vou comer. Principalmente os pães. É que lá tem o José. Um português com uma super mão para fazer pães. Não posso chamá-lo de padeiro porque o Ric me mata. José, assim que me vê por lá, se programa para fazer pães de chocolate. Com recheio de chocolate branco, com massa de chocolate preto e recheio de chocolate branco, todo de chocolate preto. Este ano, José se superou. Fez uma foccacia de lamber os dedos. E um pão de alho de comer rezando.
Ainda por cima, tem a boutique. Ric diz que o Club Med para mim é uma boutique com um clube em volta. E é mesmo. Tem sempre coisas legais e a preços acessíveis, principalmente se eu tiver paciência de examinar, todo dia, as ofertas do dia. E é, sem dúvida, o melhor lugar do mundo para comprar saias de tênis. Ótima qualidade e um hiper preço.
É isso, minha gente. Depois de ter o passaporte bastante carimbado, descobri que não preciso ir muito longe para ser feliz. Entre meus fins de semana no Hotel Pedra Bonita e minha semana anual no Club Med, recarrego as baterias. Fico pronta para mais um período de rotina e vida normal.




12 comentários:
24 Setembro, 2007 07:01
Não sabia que o Club Med tinha essas opções. Deve ser uma maravilha e acho lindo o Brasil. A cada lugar que vou, curto muito. Mas voltando às suas aulas de tenis, parabéns pela opção. É um belo esporte. E o Ric não participou, ou ficou do lado da torcida incentivadora? Boa dica Débora! Espero que continue com seu astral altíssimo para levantar o nosso nas manhãs de segunda feira.
Beijão
Mirse
24 Setembro, 2007 11:42
Já vi que a companhia é o cerne da questão. Passei 5 dias no Med de Mangaratiba e achei um saco. Fui com uma amiga, que não queria descer do pedestal para participar de nada.
Além do mais, eu sou tímida para certas coisas e morro de medo de pagar mico. Resultado é que comemos em excesso, passeamos de menos e usufruímo um mínimo.
Com a sua dica, voltarei lá com Seu Orlando.
Bjos e responda à pergunta da Mirse: onde estava o Ric? (rs)
PS: fui ao Rio em um bate-e-volta. Se a gripe me permitir, opero dia 28/09. Darei notícias.
24 Setembro, 2007 12:13
Onde estava o Ric enquanto eu aprendia a segurar a raquete de tênis? Sei lá. Não lembro mais. Acho que aprendendo a fazer windsurf...
24 Setembro, 2007 14:42
Que penha que acabaram as giagens.
Já ficava esperando nodomingo a noite prá viajar junto com você.
Seu blog é tudo de bom.
Cobtinue animando as noites de domingo.
Um grande beijo.
24 Setembro, 2007 15:19
Oi Deb !
Semana passada eu não consegui comentar aqui, não abria a página pra postar ¬¬'
"precisa de Nescau" me lembrou meu antigo professor de Ed. Física ... "tomou Toddynho hoje" era o que ele me perguntava todo santo dia em que [infelizmente] não chovia e nós tínhamos aula na quadra.
E eu também fiquei triste com o fim das viagens !
Tava tão divertido, eu fico aqui imaginando você andando de um lado pro outro, pesquisando a melhor pechincha, curtindo uma praia ou numa cama de hotel bem grandona e tranqüila :D
Beijos !!
Cris.
24 Setembro, 2007 15:55
Deborah...vc é demais e muito especial.. Me deu uma vontade louca de comer o pao com chocolate. Vc vende hotéis e viagens melhor do que qualquer agência.. Impossivel nao ficar com vontade de visitar, ou comprar ou comer... alguma coisa que vc nos conta e tece comentários...
Estou feliz porque essa semana consegui postar e ler comentários..
24 Setembro, 2007 17:34
Mais uma vez, vc nos surpreende e quebra a rotina, contando as viagens que fez aqui no Brasil, enquanto esperávamos suas aventuras mundo afora. Entretanto, não deixou de ser uma aventura sua ida a Itaparica, além de mostrar que aqui no Estado do Rio também temos ótimas opções de lazer, nas praias ou nas montanhas.
24 Setembro, 2007 22:12
Olá, Deborah
Foram ótimas suas viagens pelo mundo a fora. Conheceu a cultura de outros povos, se divertiu muito e terminou sua narrativa falando de nosso querido Brasil, onde você também se divertiu muito e falando sobre Itaparica e o Club onde praticaste tênis. Gostei de suas aventuras por onde passaste e passando pra nós com toda sua alegria e entusiasmo que tens pela vida.
Quando será a próxima?
Maria helena
25 Setembro, 2007 10:42
Minha experiência com o ClubMed foi bem frustrante pois, além de tempo ruim, meu maridinho ainda pegou uma baita infecção instestinal que o deixou completamente sem forças. Enquanto isso, o pessoal do hotel resolveu nos pressionar para deixar o quarto o que achei um absurdo. Precisei perder a paciência e rodar a baiana literalmente para eles se tocarem sobre o que estava acontecendo. Ou seja, decepção total após sonhar com aquele feriado prolongado tão esperado. Mas, quem sabe um dia a gente consiga superar e tentar novamente?
Beijos e parabéns
Solange
25 Setembro, 2007 11:07
Eu passei o reveillon de 2005 p/ 2006 em Itaparica, ao lado do Club Med, na casa de um amigo aqui da Bahia.
Achei até legal. Mas a própria Ilha de Itaparica eu achei uó, não volto mais. Beirava o absurdo a bagunça e a sujeira.
Sorte que a casa dele era num condomínio, e o pessoal do Club Med é muito legal. Passavam a toda hora de lancha lá na frente acenando para nós, na beira da praia.
Eu gosto mais das praias catarinenses, não há dúvidas, mas na falta delas (eu teria que atravessar o Brasil) fico por aqui mesmo.
Lamento pelo Said. Infelizmente esse amigo meu também já morreu, já não aproveitaremos sua ótima companhia em Itaparica nem em outros lugares legais onde fomos, como Salvador.
Gostei da sua coragem de aprender um esporte, eu sempre fico curiosa mas tenho vergonha de me criticarem se eu falhar. Só os intrutores sabem lidar com isso, a platéia acaba com a gente. E eu acabaria mandando todos à m****.
27 Setembro, 2007 00:28
O Brasil realmente é lindo, e do jeito que anda o caos aéreo, poder viajar para um lugar lindo, sem precisar pegar avião é uma maravilha, mesmo!
Adorei a 'saga' das viagens, Deb!
Você é uma sortuda de conhecer tantos lugares! Espero um dia poder também ter histórias assim para contar!
Bjs, Lari!
15 Janeiro, 2008 15:59
Oi minha linda!!!!!!!
Ja sai do Club a mais de 1 ano mas sempre lembro de vc. São GM´s especiais como vc que fazem o Club tão especial também...
Beijos cheios de saudades.
Néli - ex-GO Boutique
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