3 de junho de 2011

SEGUNDO FREUD, A CULPA É DA SUA MÃE!

SERÁ MESMO?

Este Dia das Mães foi diferente de todos os que já passaram. São 15 anos que não tenho minha mãe, 15 dias que não tenho minha madrinha e, ainda por cima, estou entrando na menopausa, aos 47 anos, sem nunca ter sido mãe. E, pelo que parece, nunca serei, já que a bateria do meu relógio biológico está acabando.

Com isso tudo redemoinhando na minha cabeça, todos os anúncios e frases e concursos de Dia das Mães estão me atingindo como balas de AR-15. A melosidade, o amor infinito, incondicional, imortal, blá, blá, estão me dando enjoo.

É muito lindo ver aqueles comerciais com a mulher magra e bela segurando aquele bebê foférrimo que só faz sorrir. Ou o adolescente responsável que procura o presente perfeito para a sua mamãe perfeita. Sem falar nas criancinhas de 4 a 7 anos que nunca largam da mão do pai. Nada mais distante da realidade.


fonte: www.blogmercantil.com.br


A realidade inclui também a maluca descontrolada que joga seu bebê recém-nascido na lata do lixo e não sabe quem é o pai da criança. Está nos orfanatos cheios de crianças que ninguém quer. Está nas mães com depressão pós-parto. Ou naquelas que contratam babás 24 horas por dia, inclusive fim de semana, porque não têm paciência para cuidar do seu filhote.


fonte: www.parana-online.com.br


Cada vez mais vemos crianças frequentando terapeutas, agredidas física e psicologicamente por seus pais, isoladas em seus mundinhos, agredindo outras crianças, às vezes até à morte. Crianças diagnosticadas, rotuladas, medicadas, discriminadas. De todas as raças e níveis sociais.

E eu me pergunto: é causa ou consequência? É mais uma doença moderna ou é mais uma doença antiga que só agora foi desmascarada?


publicado originalmente na Revista Innovative em 15/maio/2011

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